Poison Ivi
No domingo, fui com a Bia no ensaio da Vai-Vai. Primeira vez dela num ensaio e acho que ela ficou impressionada. Que bom, a Vai-Vai é phoda mesmo.
Ao chegar em casa, fui ler o jornal e vi que a coluna da Mônica Bergamo era um especial sobre as rainhas/madrinhas de bateria. Poucas horas antes, eu tinha visto a Ivi Mesquita (rainha da bateria) com uma roupa muito bacana: luzes brancas nas luvas e nas botas. Ficou show de bola. A entrevista com ela na Folha ficou divertidíssima.
Veja só:
No bloco de altezas que têm orgulho de ser "mais comunidade do que celebridade", a dançarina Ivi Mesquita levou dez anos na Vai-Vai para galgar o posto de rainha da bateria: "A disputa com quem está na mídia é injusta", queixa-se. Quando Luciana Gimenez foi rainha, em 2005, Ivi conta que "as meninas ficaram revoltadas porque nem sambar ela sabia". "O Carnaval é a única chance que as mulatas e desconhecidas têm de aparecer. O resto do ano é das brancas e loiras." E, agora que virou rainha, Ivi promete uma evolução e tanto: "Ih, minha filha, este ano o povo vai ver a Beyoncé na avenida!".
Eclética desde criancinha, a passista estudou balé clássico, jazz e hip hop, participou de uma montagem da ópera "Aída" e ganhou, aos 18 anos, o concurso "Boquinha da Garrafa", no "Domingo Legal", do SBT: além da Beyoncé, ela pretende "levar para o samba uma coisa meio Matrix". Para ilustrar a declaração, Ivi pula da cadeira, joga a perna para o alto e inclina o corpo para trás, como Keanu Reeves desviando de uma bala. Além de dançarina, ela é proprietária de uma agência de casting e vende "uns creminhos da Victoria's Secret". "Tenho três malas em casa, quer dar uma olhadinha?"


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