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Tô conseguindo manter um ritmo bom de atualização no Churrasco Grego. Com isso, as visitações sobem. Agora, só falta esquematizar mais textos análiticos.
Tô conseguindo manter um ritmo bom de atualização no Churrasco Grego. Com isso, as visitações sobem. Agora, só falta esquematizar mais textos análiticos.
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Luiz Pattoli
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15:53
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É incrível a capacidade das pessoas em inventarem apelidos para mim. Porém, a Bruna inventou dois que eu adorei. Saracura e Embaixador da Alegria. O primeiro é por causa da Vai-Vai, o segundo pelo fato de eu esconder todas as minhas angústias e tristezas atrás da máscara de palhaço! :>D
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Luiz Pattoli
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15:37
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Lembro como se fosse hoje. Era quarta-feira de cinzas e eu estava dentro do ônibus indo para o centro da cidade. Eu estava com meu walkmen para acompanhar a apuração do Carnaval de São Paulo. Na minha casa sempre foi uma tradição assistir os desfiles das escolas de samba (do Rio e de SP). Além disso, boa parte de meus tios e primos sempre foram foliões de primeira categoria. Meu padrinho/tio, Álvaro, era diretor do Colorado do Brás. O tio Bira, desfila em escola do Rio, de SP e de Pindamonhangaba. Minha avó desfilou de baiana no Colorado. Enfim, carnaval é coisa séria na família.
No meu caminho para o centro da cidade fui ouvindo a Jovem Pan AM, que transmitia ao vivo a apuração. Não sei porque, mas comecei a torcer para a Vai-Vai. E, depois de um jejum de oito anos, a Vai-Vai foi campeã. Vibrei e foi ali que começou minha adoração pela escola. Li recentemente que o Thobias se identificou com a Vai-Vai pelo fato de ser uma escola sem quadra e pela luta dos dirigentes em manter a Vai-Vai no Bixiga. Comigo foi igual. Manter uma escola de samba na rua, em pleno centro de São Paulo, perto do pólo econômico da cidade (Avenida Paulista), requer dedicação e luta constante.
Assim como ir a um jogo do Juventus, ir na Vai-Vai para mim é uma espécie de ritual. Um ritual em que eu não sou mero espectador, mas, participante. Gosto de ver aquelas pessoas, que em sua maioria, trabalham duro durante todos os dias e que ainda assim, encontram motivação para trabalhar por uma escola de samba . Admiro muito essa dignidade. Minha impressão nessas horas é que São Paulo possui algumas fendas onde o espaço e o tempo são diferentes do restante.
Ontem, fui sozinho para esse ritual dominical. Mesmo com o céu promentendo uma grande chuva, me animei em ir. E, como esperado, caiu um temporal. Alguns resolveram ir embora ou se refugiar em algum lugar coberto. Muito outros, inclusive eu, permaneceu na chuva. Bateria, intérpretes, mestre-sala e porta-bandeira, passistas, madrinha e rainha de bateria, baianas e comissão de frente, todos continuaram na rua. Quanto mais chovia, mais as pessoas sambavam. Foi um momento de entrega e de sincronia entre todos que estavam ali. Eu olhava para os lados e todos sorriam cantando o samba-enredo deste ano. Ao final, a Lecy Brandão (ela visita todas as escolas antes do Carnaval) pediu para falar ao microfone. Ela disse, emocionada, que nunca tinha visto nada igual na vida dela. Nem eu, Lecy.
Voltei a pé para casa, embaixo de chuva, e não consegui tirar o sorriso do rosto até agora.
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Luiz Pattoli
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10:21
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Eu tenho um puta medo de raio-x. Acho que é por causa dos gibis.
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Luiz Pattoli
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15:58
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O mundo é realmente um cu. Não no sentido de sujo, ruim, ou qualquer adjetivo pejorativo. Digo que é um cu porque é pequeno mesmo. Na última sexta-feira ao passar por um canteiro na Rua Augusta avistei uma daquelas placas de conservação de jardim com uma pequena alteração. Ao invés do nome da empresa que mantém a conservação do jardim, a placa dizia que aquele jardim era conservado por ninguém. E de fato não estava conservado mesmo. Fiquei com vontade de voltar lá e pegar aquela placa para mim.
Ontem, ao comentar sobre essa placa com a Bruna, ela me disse que o Risos é que tinha feito essa intervenção. Conheci o Risos em dezembro na casa da Luiza/Cecília. O cara é gente finíssima. Virei fã.
Eis o vídeo mostrando toda a parada:
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Luiz Pattoli
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12:04
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Alô Bixiga agora é sério, muito sério;
Não tem choro e não tem vela;
Vem que é festa na favela;
Bota lenha na fogueira;
Que a batata vai assar;
Pra alegria do meu povo,
Vai começar TUDO DE NOVO!
Alô Saracura, tira o pé do chão, tira o pé do chão.
Porra, eu queria muito dar o grito de guerra na Vai-Vai. Sem dúvidas é uma das coisas que eu mais gosto nos ensaios e nos desfiles. Me dá uma puta raiva que a Globo não mostra mais os caras convocando a comunidade da escola que está nas arquibancadas e os componentes que vão desfilar.
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Luiz Pattoli
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12:41
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Luiz Pattoli
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16:58
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Eu fico arrepiado quando tocam esses sambas lá na Vai-Vai:
Agora que eu quero ver
(Autor: Tino)
Agora que eu quero ver você chorar
Você vai entristecer quando o Vai-Vai passar
Bem que eu avisei, e você sabia
Por que não aprontou a sua fantasia?
Se você não sai é por culpa sua
Pra te consolar o Vai-Vai está na rua
Agora que eu quero ver você chorar
Você vai entristecer quando o Vai-Vai passar
À Luta Vai-Vai
(Autor: Almir Guineto / Luverci)
Vem novamente a disputa
Meu povo, à luta
Vai-Vai
Na avenida vamos levantar a massa
Vamos dar no pé, vamos sambar, com raça
Se não és Vai-Vai pode chorar, disfarça
Pois a nossa escola vai levar a taça
É Bixiga o senhor do samba
O Vai-Vai, meu amor, Comanda
Alvinegro eu sou, de fato
Ponho a alma e calor no asfalto
Vem novamente a disputa
Meu povo, à luta
Vai-Vai
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Luiz Pattoli
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16:50
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Essa semana me bateu uma vontade forte de ouvir um samba ao vivo. Na terça, tentei ir no show do Quinteto em Branco e Preto, mas os ingressos já estavam esgotados quando cheguei no CCBB. Hoje na hora do almoço fui na Vai Vai pegar minha carteirinha de associado. Já tava rolando a feijoada, mas o samba ainda não tinha começado. No final da tarde tentei ir na Praça Roosevelt, mas o boteco tá fechado, em reforma, abre na próxima semana. Como eu sou brasileiro e não desisto nunca, fui da um rolê nas imediações da Rua Guaianazes. Além da venda e do consumo de crack, alguns bares com bastante, mas nada de samba. Rolava um DVD de forró em alguns estabelecimentos. Resolvi ir dar uma olhada ali perto da Rego Freitas. Achei um sambão ótimo. Quero voltar para "entender" o público do lugar, que mistura travestis, garotas de programa, lésbicas, gays, homens e idosos. O clima é de confraternização e todo mundo parece se conhecer. Minha impressão é que aquilo ali é um esquenta das prostitutas e dos travecos. Mas preciso confirmar.O povo me me encarava com um ar de curiosidade: "quem é esse cara?". Mas a galera foi amistosa. Semana que vem eu volto e conto mais.
Ah, uma hora eu tava na calçada e ouvi um grito: "ow, agora aí é seu lugar, é?" Era o Sérgio, presidente da Ju-Jovem, a torcida organizada mais antiga do Juventus.
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Luiz Pattoli
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20:01
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Essa noite o Celso Russomano apareceu no meu sonho. Aqui na bai do lado, estão falando dele.
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Luiz Pattoli
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11:33
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