segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Yesterday

Ontem rolou uma festinha de aniversário para a minha tia-avó. Desde que a minha mãe me avisou que ia ter essa festa, eu não tive a menor vontade de comparecer. Primeiro porque teve a comemoração de 10 anos da Verdurada - um dos meus eventos musicais prediletos - e segundo porque eu não tava com vontade de festa familiar. Acabei indo com a intenção de ver como ia ser. Me deparei com a pessoa mais velha da minha família em plenas condições de conversar e, principalmente, se divertir. Era uma festa surpresa, ela tava achando que a movimentação no apê do Juliano era para o aniversário dele. Quando ela desceu e viu o salão todo decorado e a tia Yara contou para ela que a festa era dela, ela ficou muito contente. Até chorou quando a minha tia Beth dançou de cigana para ela.

Até que não me desapontei tanto, tirando a sessão de conversas sobre sonhos com pessoas da família que já morreram, até que o resto foi divertido. Fiquei surpreso ao ver como a tia Izaura está velhinha. Fazia um tempo que eu não a encontrava. Depois, fiquei contente por ter visto o Carlinhos - apesar de todos os rolos, sempre me dei bem com ele desde que eu tenho 9 anos. Conversamos um monte e pela primeira vez fiquei com vontade de ir pra Ubatuba fazer uma visita.

E saí de lá com uma coisa muito clara: o que me distanciou da minha família é o fato de perceber que eu tenho diferenças agudas com eles, principalmente nos assuntos políticos e de como enxergamos a vida. Agora, é saber como lidar com isso. Afinal, eu também tenho divergências com o primo que eu mais convivo. A terapia tem ajudado bastante nesse sentido.

Nenhum comentário: