terça-feira, 12 de junho de 2007

NUNCA ESTIVERA TÃO SOZINHA

Nunca estivera tão sozinha
E foi tentar se acompanhar
Indo ao bar de que era três quadras vizinha.

Pediu água com gás, deixou esquentar,
E se esqueceu dos outros lá no canto.
Ninguém lhe ofereceu conversa nem bebida
(As pessoas nunca sabem o que fazer com a nossa solidão).

Para passar o tempo rabiscou em guardanapos
Tudo aquilo de que achava ter certeza
(uma frase em cada um).

Pediu a conta, mas ninguém lhe trouxe.
Levantou-se então, deixando sobre a mesa
A meia dúzia de certezas que tinha,
Levando em suas mãos apenas uma:

"Nunca estive antes tão sozinha."

do meu colega Márvio dos Anjos.

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